Idosos vivem em abrigos públicos tem aumento de 33%

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Idosos vivem em abrigos públicos, e essa situação não é nada boa. O número aumentou 33% desde a última pesquisa. Saiba aqui quais são os motivos do abandono.

Com mais brasileiros vivendo por mais tempo e famílias com menos filhos, cresce o debate sobre a oferta de cuidados de longa duração, moradia e assistência na velhice.

Dados do Ministério de Desenvolvimento Social dão sinais dessa urgência em discutir o tema. Desde 2012, o número de idosos em abrigos conveniados aos estados e municípios, a maioria em instituições de longa permanência, cresceu 33% —passou de 45.827 naquele ano para 60.939 em 2017, ano dos dados mais recentes disponíveis.

Em entrevista à Folha, a presidente do Observatório de Longevidade e Envelhecimento, Marília Berzins, afirma que o Estado precisa reconhecer que a família brasileira mudou e “precisa passar a compartilhar a responsabilidade pelo cuidado do idoso”.

O número, no entanto, representa apenas o total de acolhidos em instituições que recebem recursos ou têm vínculo com poder público.

Idosos em abrigos particulares

Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2011 apontou um total de 83 mil idosos em abrigos públicos e privados —atualmente, a estimativa é que esse número já esteja em 100 mil.

Posição do Governo Federal

 O governo diz que pretende investir em ações para frear o ingresso de idosos em instituições e lançou em abril um conjunto de recomendações com lista de ações a serem aplicadas para municípios que querem ganhar o status de “cidades amigas do idoso”.

Entre as medidas, está fortalecer a oferta de atividades para idosos durante o dia em centros de convivência, os chamados centro-dia. Assim, à noite, o idoso com menor grau de dependência poderia voltar ao convívio da família.

A presidente do Observatório de Longevidade e Envelhecimento, Marília ainda frisa frear o ingresso de idosos em instituições tem que ser visto com cautela. A defensora pública no DF Paula Ribeiro, especialista em direito do idoso, defende a mesma opinião e registra que é preciso romper com o estigma ruim das intuições de longa permanência. Elas são necessárias. Muitas vezes, levar a uma instituição é um ato de amor. ” Outro consenso entre as duas é a reponsabilidade do Estado e a vigilância e manutenção dos locais.

Com informações da Folha

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