Incontinência urinária

Incontinência urinária tem tratamento!

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A incontinência urinária começa de forma discreta. Uma gargalhada ou um acesso de tosse, por exemplo, pode dar a sensação de roupa íntima molhada. Pode evoluir para pequenos incidentes em situações corriqueiras e chegar a ponto de levar ao isolamento. Hoje em dia, existe tratamento com botox, que é a toxina botulínica, e até marca-passo para a doença.

Mas o que é incontinência urinária? Ela é definida com qualquer perda urinária que acontece à revelia da vontade da pessoa. Essa doença afeta cerca de 25% das pessoas acima de 65 anos, sendo a incidência maior entre as mulheres, segundo Flávio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo. O especialista bateu um papo com a Centrape. Confira:

Como se percebe a incontinência urinária?

Existe um aumento no número de idas ao banheiro, tanto no período diurno como noturno, geralmente acima de oito vezes por dia, acompanhado por um desejo súbito de urinar.

Quais são os tipos de incontinência urinária?

De esforço: ocorre quando a pessoa ri, espirra tosse, faz exercício pesado; atinge principalmente as mulheres.

De urgência: a vontade de urinar chega de forma súbita e intensa, e nem sempre dá tempo de chegar ao banheiro; atinge homens e mulheres.

 

Quais são as causas?

Ela pode surgir por uma série de fatores, como perda da força muscular, doenças neurológicas, ação de medicamentos, cirurgias. Também pode resultar de obesidade (o excesso de peso aumenta a pressão dentro do abdome, pressionando a bexiga) e tabagismo (o fumo provoca tosse crônica e forte, que pode piorar a incontinência).

Existe prevenção, doutor?

Sim, existe. Os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico (músculos que atuam como “válvulas de controle” da bexiga e do reto) podem ser úteis para tentar evitar a incontinência de esforço. Manter uma boa alimentação, não fumar, não beber álcool, evitar beber água à noite são dicas para todos.

O tratamento com o botox é recomendado em quais casos?

Só é ministrada após os procedimentos da fase inicial como fisioterapias e medicamentos orais não funcionarem. Aí há indicação da aplicação da toxina botulínica na bexiga.

Como funciona essa aplicação?

É feita por um procedimento endoscópico através da uretra, de baixa complexidade, com utilização de anestesia local ou sedação e de forma ambulatorial, permitindo a alta do paciente poucas horas após o procedimento. Os efeitos da aplicação têm duração média entre seis a nove meses. Os efeitos adversos são pequenos.

Existem outros tipos de tratamento? Quais?

Existe a possibilidade de implante de um neuromodulador, semelhante a um marca-passo cardíaco nos homens, para que haja o controle da hiperatividade da bexiga. Feito por meio de tratamento cirúrgico.

Qual é o resultado destes tratamentos?

Há melhora dos sintomas de modo expressivo em cerca de 80% das vezes, o que acarreta um ganho na qualidade de vida dos pacientes.

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