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Presbiacusia: perda auditiva na terceira idade

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Já falamos aqui em nosso blog sobre a Presbifonia, que é o envelhecimento da voz, mas hoje falaremos sobre outra característica do envelhecimento que pode afetar aos idosos: Presbiacusia. Com o passar dos anos, nossa audição entra em processo de envelhecimento. Cientificamente o processo provocado pelo desgaste fisiológico das células auditivas recebe o nome de presbiacusia. Normalmente, esse problema ocorre a partir dos 60 anos.

Por que a perda auditiva acontece?

O envelhecimento provoca a diminuição da capacidade de mitose de certas células, gerando um acúmulo de pigmentos intracelulares e alterações no fluido intercelular. O labirinto posterior também é afetado, assim como outras estruturas importantes para a audição. Todos esses fatores – ainda mais se associados a outros degenerativos como o tabagismo – pode provocar a perda da audição.

Sintomas da presbiacusia

Normalmente, a  presbiacusia no idoso de início compromete o entendimento de sons agudos, sendo quase imperceptível nesse estágio. No entanto, à medida que avança a pessoa começa a ter dificuldades de audição e compreensão da fala, por isso é comum queixas de “Ouço, mas não entendo”.

Tipos de presbiacusia

Presbiacusia Sensorial

É considerado o tipo mais comum: uma perda auditiva neurossensorial bilateral e simétrica, que começa na meia idade e determina queda auditiva em sons agudos. O zumbido pode ser um fator comum.

Presbiacusia Neural 

É uma perda auditiva progressiva e rápida que deixa os idosos com grande dificuldade para entender a fala. Neste caso, acontece uma redução dos chamados neurônios cocleares, que pode ser relacionada com dificuldade de coordenação motora e déficits cognitivos.

Presbiacusia Metabólica

Acontece quando há uma perda neurossensorial com uma curva plana e a manutenção da discriminação da fala. Quando os limiares auditivos ultrapassam 50 dB, a discriminação começa a cair.

Presbiacusia Mecânica (coclear condutiva)

Neste caso, há um problema na coclear devido enrijecimento da membrana
basilar e alteração nas características de ressonância do duto da cóclea.

Consequências da perda auditiva

Se não diagnosticada e tratada corretamente, a presbiacusia pode trazer muito prejuízos para os idosos. Com a perda auditiva, é comum que muitas pessoas se isolem do convívio social pela incapacidade de comunicação. O isolamento pode trazer uma série de problemas de saúde, como depressão. Pesquisas também associam as perdas auditivas não tratadas com o desenvolvimento de demências e do Mal de Alzheimer. Saiba mais!

Tratamento para a perda auditiva

Infelizmente não há tratamento capaz de restabelecer a audição normal de quem perde a audição com o envelhecimento, mas há alternativas que podem fazer com que os idosos mantenham sua qualidade de vida sem problemas. Os especialistas costumam avaliar se existem fatores externos à audição que podem prejudicá-la, como diabetes, hipertensão arterial e aterosclerose.

Paralelamente a isso, é muito importante consultar um médico otorrinolaringologista e posteriormente um fonoaudiólogo para realizar testes auditivos e os resultados promovam segurança, conforto, bem estar e melhor qualidade de vida ao idoso. Um dos exames que pode ser feito para avaliar a perda auditiva é a audiometria.

 

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